A História e o Significado do Software

Cartão perfurado da Fortran Uni Stuttgart (3)

Toda vez que usa um computador, smartphone, console de videogame ou muitos outros dispositivos eletrônicos, usa algo que é executado no software. Alguns softwares são muito complicados, enquanto outros são bastante diretos e projetados apenas para fazer algumas coisas diferentes. De qualquer forma, o software é realmente a implementação mais recente de algo que já existe há algum tempo.

O software foi desenvolvido para atender às necessidades dos primeiros programadores de computador. Os computadores, mesmo os modernos de hoje, não conseguem entender nenhum tipo de linguagem humana. Em vez disso, todos funcionam no código binário, que é uma série de uns e zeros. Alguns dos computadores mais antigos foram programados diretamente em binário, mas essa era uma tarefa longa e tediosa que poucas pessoas realmente podiam fazer. Para facilitar a programação, foram criadas diferentes linguagens de programação. Isso levou à criação do software, algo que serve como um tipo de tradutor. Os usuários de computador, através da interface do software, fornecem instruções ao computador. Essas instruções são traduzidas pelo software para um idioma que o computador possa entender.

Antes do software, tal como hoje o conhecemos, houve algumas tentativas iniciais diferentes de programar computadores. Os cartões perfurados foram os primeiros. Esses cartões eram simples cartões de papel que tinham fileiras de pontos. Se o ponto era perfurado, representava um zero. Se não, representava um. Estes cartões seriam posteriormente substituídos por bobinas de fita magnética. Isso foi mais fácil de gerir em termos de espaço, pois armazenar pilhas de cartões era pouco prático, e ainda demorava muito tempo e trabalho para programar.

Os Primeiros Anos do Software

O termo atual ‘software’ só foi usado a finais da década de 1950. Durante esse período, foram criados vários tipos diferentes de software de programação. Muitas das primeiras peças de software não estavam disponíveis comercialmente; em vez disso, os usuários de computador (principalmente cientistas e grandes empresas) frequentemente precisavam escrever seus próprios softwares. Isso tinha algumas vantagens: o software era adaptado às necessidades específicas do usuário, e o usuário entendia exatamente o que o software estava fazendo. No entanto, as desvantagens eram muito maiores. Toda empresa ou laboratório tinha que ter alguém capaz de programar o computador, e o software geralmente não podia ser negociado para outros porque era criado para um sistema de computador específico.

Quando os computadores se tornaram pequenos o suficiente para serem vendidos às pessoas, o software se tornou muito mais prevalente. Os usuários domésticos não podiam programar os seus computadores – a pessoa comum não desejava gastar tempo aprendendo linguagens de programação. Em vez disso, foi criado o sistema operacional. Este software especializado fazia trabalhar o computador e lançava outro software conforme o usuário precisava. Um dos primeiros sistemas operacionais foi o MS-DOS, o sistema operacional usado por muitos dos primeiros computadores IBM.

A IBM começou a vender software no final dos anos 60 e princípio dos anos 70. Essa foi a primeira vez que um software comercial estava disponível para o cliente médio e rapidamente se tornou popular a capacidade de adicionar diferentes tipos de programas a qualquer computador.

Alterações de Software ao Longo dos Anos

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O software tornou-se cada vez mais complexo ao longo dos anos. Nos primeiros dias, os comandos eram digitados e o software inicial só aceitava a entrada com o teclado. Como os disquetes podiam conter apenas uma quantidade muito pequena de dados e a maioria dos computadores pessoais não tinha disco rígido, o software tinha que ser muito simples. sso mudou como o hardware de computador evoluiu.

Quando os discos rígidos se tornaram padrão nos computadores pessoais, o software podia ser instalado no computador antes de sair do distribuidor. Isso permitiu que as empresas de computadores começassem a agrupar sistemas operacionais e softwares com computadores como nunca. Também possibilitou o carregamento de softwares maiores em computadores sem enviar ao cliente uma pilha de discos. Agora, os usuários podem alternar entre vários softwares diferentes sem alterar os discos, algo que faz o computador funcionar muito mais eficaz.

Quando os CD-ROMs se tornaram padrão, partes maiores de software puderam ser distribuídas de maneira rápida, fácil e barata. Os CDs podiam conter muito mais informações do que os disquetes, e os programas que antes eram espalhados por uma dúzia de disquetes cabiam em um CD. Eles rapidamente se tornaram o padrão na distribuição de software e, em meados dos anos 2000, as unidades de disquete não eram mais um recurso padrão do computador. A criação de DVDs, que continham ainda mais que os CDs, tornou possível colocar pacotes de programas como o Microsoft Office Suite em um único disco.

No entanto, graças à internet, agora até os DVDs estão se tornando obsoletos. Muitas pessoas compram e diretamente baixam o seu software sem precisar de nenhum tipo de meio físico para contê-lo. Isso ajuda a reduzir ainda mais os custos, porque nada precisa ser fabricado ou enviado ao consumidor.

O Futuro do Software

Computação na nuvem

A tecnologia continua a evoluir e é difícil dizer o que o futuro do software implica. Com serviços como a computação em nuvem sendo oferecidos agora, os usuários não precisam fazer o download do software nos seus computadores; eles podem executar programas diretamente da nuvem com mínima instalação. Obviamente, isso exige uma conexão estável de alta velocidade à Internet, mas à medida que a Internet se torna mais rápida e mais pessoas têm conexões mais fortes e confiáveis, isso não será um problema.

Enquanto a inteligência artificial e robôs autoconscientes parecem coisas de ficção científica, é realmente possível que os computadores do futuro sejam capazes de se programar. Os programas avançados podem desenvolver código para novos programas com base no que o usuário digita ou precisa. Eles podem até criar versões mais novas e aprimoradas de si mesmos ou projetar sistemas operacionais totalmente novos. Talvez nem precisemos usar teclado e mouse para usar software no futuro, talvez possamos simplesmente pensar em nossos comandos para o computador!

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