Estratégia de Transformação Digital – Um Exemplo com Mapa Estratégico e KPIs

Como focar a transformação digital (DX/DT) no que importa? Vamos analisar alguns exemplos de estratégias de transformação digital, possíveis métricas de performance e ideias de automação que vão além de grandes planilhas.

3 passos para implementar uma estratégia de transformação digital

Principais tópicos do artigo:

A Transformação Começa com Estratégia e Liderança, não com Tecnologia

Transformação Digital é como as organizações denominam seus esforços para implementar tecnologias digitais. Na prática, o termo pode se referir a qualquer coisa relacionada ao “digital”, desde melhorar sua presença nas redes sociais a implementar ferramentas alimentadas por IA ou investir em uma cultura orientada por dados.

Há várias ferramentas digitais que prometem um aumento de performance… onde as organizações deveriam focar seus esforços? McKinsey, em sua pesquisa [1] definiu 21 fatores de uma transformação digital de sucesso.

  • Poucos destes fatores se referem ao lado técnico, como implementar ferramentas digitais, modificar procedimentos operacionais ou implementar tecnologias self-serve digitais.
  • A maioria dos fatores de sucesso pertencem à sobreposição de liderança e estratégia.

No nível mais alto, os objetivos são:

  • Estabelecer prioridades claras,
  • Encorajar experimentos e colaboração,
  • Formular iniciativas de transformação.

No nível mais baixo, estamos falando de:

  • KPIs com alvos claros e
  • Iniciativas específicas com prazos
Três etapas para construir uma estratégia de transformação digital bem-sucedida

Utilizando o Balanced Scorecard para a Estratégia de Transformação Digital

Estritamente falando, não há uma estratégia de transformação digital separada – há uma estratégia geral de uma organização que foca no aspecto “digital” como uma das formas de satisfazer as necessidades dos consumidores e aumentar a produtividade dos funcionários.

O Balanced Scorecard K&N clássico é um ótimo modelo de execução de estratégia.

Os principais motores no contexto de transformação digital podem ser:

  • Os sistemas corporativos que precisam ser reinventados (Perspectiva de processos internos do Balanced Scorecard Perspectiva de Sistemas Internos do Negócio)
  • As tecnologias, habilidades e infraestrutura necessárias para a transformação digital (Perspectiva de aprendizado e crescimento do Balanced Scorecard Perspectiva de Aprendizado e Crescimento)

Um exemplo de estratégia de transformação digital no mapa estratégico do Balanced Scorecard

Scorecard de Transformação Digital
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Os resultados esperados são:

  • Melhorias para clientes externos e internos (Perspectiva do cliente do Balanced Scorecard Perspectiva do Cliente) que levam a
  • Melhor performance financeira e/ou alcançar os interesses dos stakeholders (Perspectiva financeira do Balanced Scorecard Perspectiva de interesses de stakeholders ou Financeira)

Abaixo, discutiremos a implementação prática da estratégia de DX com o modelo do Balanced Scorecard. Iremos também discutir como outros modelos de planejamento[2], como PESTEL ou Cinco Forças, agregam valor neste caso.

Implementação Prática de uma Estratégia de Transformação Digital

Começamos com algumas ideias gerais sobre os fatores de sucesso da transformação digital, como foco na estratégia, liderança e cultura acima de tudo.

Agora, eu irei mostrar como converter estas ideias em uma estratégia utilizando o modelo do Balanced Scorecard. Vamos começar com os motores de transformação digital e mapeá-los nas perspectivas de Perspectiva de aprendizado e crescimento do Balanced Scorecard Aprendizado e Crescimento e Perspectiva de processos internos do Balanced Scorecard Interna.

Perspectiva de Aprendizado e Crescimento

Para a Perspectiva de aprendizado e crescimento do Balanced Scorecard perspectiva de Aprendizado e Crescimento, eu sugiro focar nestes objetivos (discutimos isto em detalhes abaixo).

Perspectiva de aprendizado e crescimento do scorecard de transformação digital

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Objetivo L1: Implementar a cultura de decisões orientadas por dados
Possíveis iniciativas:
  • Análise da cultura existente de medição de performance
  • Remover métricas utilizadas e alinhadas incorretamente
  • Implementar uma cultura de medição de performance
Possíveis riscos: Risk icon in BSC Designer Métricas de vaidade; manipulação de KPIs

Saiba mais sobre o objetivo…

Objetivo L2: Implementar ferramentas de automação de estratégias
Possíveis iniciativas:
  • Formular requerimentos para um software de execução estratégica
Possível risco: Risk icon in BSC Designer Migração de KPIs tradicionais de planilhas

Saiba mais sobre o objetivo…

Métrica de tempo para o mercado no scorecard de Transformação Digital

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Objetivo L3: Detecção precoce de novas oportunidades
Possíveis iniciativas:
  • Análise regular de fator externo com PESTEL
  • Uso regular do modelo das Cinco Forças para a análise do cenário de concorrência
  • Abordagem disciplinada às inovações para testar novas tecnologias – monitorada pelo KPI Tempo para o mercado (um benchmark de classe global[3] é de 8-12 semanas)
  • Atrair talentos técnicos – monitorada pela Estratégia de melhorar a atração de talentos, %, KPI do scorecard BSC Designer Scorecard Estratégia de Talento

Saiba mais sobre o objetivo…

Perspectiva Interna

Na perspectiva de processos internos, alinharemos a estratégia digital com os esforços de todas as unidades de negócio envolvidas.

Os objetivos para esta perspectiva virão de objetivos de alto nível de outros scorecards relevantes. Por exemplo, podemos alinhar a transformação digital com estes scorecards.

Perspectiva interna do mapa estratégico de transformação digital

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Objetivo I1: Mitigar riscos de segurança e proteção de dados
Fonte: BSC Designer Scorecard Scorecard de cibersegurança
Possível risco: Risk icon in BSC Designer As violações de dados causadas por fatores desconhecidos
Objetivo I2: Melhorar a performance de processamento de big data
Fonte: BSC Designer Scorecard Scorecard de big data
Possível risco: Risk icon in BSC Designer Falta de alinhamento com a estratégia do negócio
Objetivo I3: Manter a Eficiência do Time Remoto
Fonte: BSC Designer Scorecard Scorecard do time remoto
Possível risco: Risk icon in BSC Designer Sem conexão com o valor ao cliente

Se você estiver utilizando o BSC Designer como uma ferramenta de automação:

  • Você pode alinhar a estratégia de transformação digital com outro scorecard ao copiar e colar o objetivo/indicador necessário entre dois scorecards.
  • Times responsáveis por estas sub-estratégias poderão definir seus próprios indicadores e iniciativas.
  • O software de automação reportará sua performance para o scorecard de transformação digital de alto nível.

Como discutimos abaixo, uma boa estratégia é um processo, então vamos adicionar outro objetivo para a Perspectiva Interna, formulada como:

Focando demais na tecnologiaSaiba mais sobre este objetivo. Perspectiva do Cliente. Para a perspectiva do Cliente, os objetivos serão únicos para a organização. Os objetivos nesta perspectiva devem focar nas necessidades dos clientes:

  • Internos (seu time) e
  • Externos (usuários finais do produto).

É aí onde você precisará das métricas de engajamento do cliente e complexidade do produto que discutimos nos casos abaixo.Perspectiva do cliente na estratégia de transformação digital

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Objetivo I4: Implementar reuniões estratégicas regulares
Métrica: O objetivo pode ser monitorado pela KPI Reunião estratégica mensal que pode ser ajustada para o intervalo de relatório mensal e unidade de medida binária (sim/não).
Possível risco: Risk icon in BSC Designer Focando demais na tecnologia

Métrica 2: Complexidade do produto para os clientes, %

Objetivo C1: Satisfazer as necessidades dos clientes internos e externos
Métrica 1: Engajamento do cliente, %

Perspectiva Financeira ou do Stakeholder

Nesta perspectiva, formule os resultados para os stakeholders que você planeja alcançar.

  • Organizações comerciais terão certos objetivos financeiros como contenção de custos ou aumento de renda.
  • Organizações sem fins lucrativos podem focar nas necessidades de seus stakeholders e patrocinadores.

Perspectiva dos stakeholders na estratégia de transformação digital

Para este exemplo, podemos formular o objetivo como:

Objetivo F1: Sustentabilidade financeira
Métrica 1 Contenção de custos alcançada, $
Métrica 2 Aumento relevante de renda, $
Métrica 3 Orçamento anual de tecnologia, $

Explicação de Objetivos e Estratégias

Vamos discutir em detalhes alguns dos objetivos sugeridos para o scorecard.

Implementar a Cultura de Decisões Baseadas em Dados [Perspectiva de Aprendizado e Crescimento]

“Digital” implica que as decisões sendo feitas são baseadas em alguns dados. Ou seja, não é só:

  • “Precisamos implementar um chatbot alimentado por IA”

É implementar (veja o caso 5 abaixo) um chat bot

  • para responder 70% das perguntas básicas
  • para cortar os custos do suporte de primeiro nível em 30%

Para formular uma iniciativa para este exemplo, seu time precisará ter muitos dados prontos para análise:

  • o tipo e porcentagem das perguntas mais frequentes,
  • os custos da assistência de primeira linha,
  • a prontidão do serviço automático no site.

Certifique-se de que a cultura de decisões baseadas em dados seja implementada de forma eficaz em sua organização e que seu time esteja treinado para buscar os dados corretos:

Métricas de vaidade; manipulação de KPIs

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Uma cultura baseada em dados não significa ter vários KPIs para todos os objetivos possíveis. Se este for seu caso, você provavelmente está utilizando os KPIs de forma errada. Comece com algumas métricas importantes que ressoem com os objetivos ambiciosos de sua organização.

Detecte Novas Oportunidades Cedo com o PESTEL, Cinco Forças e Análise VRIO [Perspectiva de Aprendizado e Crescimento]

A transformação digital se trata de detectar desafios relevantes cedo. Estes dias, a maioria dos desafios vêm de forma “digital” – os riscos de cibersegurança, trabalho remoto, novas regulações sobre o gerenciamento de dados pessoais.

Cinco Passos da Análise de PESTEL

Uma análise de PESTEL regular ajuda a encontrar estas oportunidades e convertê-las em uma estratégia prática.

No começo, eu mencionei que a estratégia digital deveria estar focada nas necessidades do cliente em primeiro lugar. Ao mesmo tempo, para resolver estas necessidades, seu time precisa estar ciente das tecnologias existentes e testar novas ideias regularmente. É aí que a análise de PESTEL regular e uma abordagem disciplinada às inovações ajudam.

O foco da transformação também depende do cenário competitivo; como no caso com a MSC Cruceros, a adoção precoce de novas tecnologias os levou um passo adiante de seus concorrentes. Neste caso, o modelo das Cinco Forças de Porter e a análise de VRIO serão de grande ajuda.

Implementar Ferramentas de Automação: Como Digitalizar uma Estratégia? [Perspectiva de Aprendizado e Crescimento]

Seria paradoxal planejar a transformação digital utilizando planilhas eletrônicas. Sim, elas parecem uma ferramenta digital, provavelmente apropriadas para prototipagem, mas não aplicáveis para escalar o planejamento estratégico.

Uma estratégia pode ser qualquer coisa, menos um documento de 100+ páginas ou um monte de KPIs em uma grande planilha ou apresentação do Power Point. Ao menos a parte principal de uma estratégia deve ser um mapa estratégico de uma página com alguns documentos de apoio.

Scorecard de KPI em planilhas como Excel vs. scorecard de KPI em software especializado: PRÓS e CONTRAS” width=

Ferramentas de planejamento estratégico profissionais como o nosso BSC Designer fornecerão a uma organização uma base “digital” sólida para um maior desenvolvimento de estratégias. Aqui está como elas podem ajudar:

  • Mantendo tudo – KPIs, iniciativas, mapas estratégicos, dashboards – no formato digital
  • Responsabilidade e rastreabilidade são embutidas – há acesso flexível ao controle de acesso, funcionalidade de rastreamento e auditoria no nível dos KPIs e scorecards
  • Relatórios automáticos para os stakeholders
  • Modelos prontos para usar para scorecards estratégicos (como os que discutimos abaixo para a perspectiva Interna)
  • Os scorecards estratégicos podem ser facilmente alinhados com uma estratégia geral

Um exemplo do dashboard para uma estratégia de transformação digital

O BSC Designer é um dos softwares de execução estratégica reconhecidos e há um plano gratuito disponível para que você possa começar facilmente agora mesmo.

Alinhar a Estratégia de Transformação Por Toda a Organização: Modelos de Estratégia Prontos Para Usar [Perspectiva Interna]

Usuários do BSC Designer têm acesso a um grande número de modelos de scorecards estratégicos com exemplos de KPIs e mapas estratégicos.
Alinhamento estratégico” width=

Qualquer estratégica é única, mas com estes modelos, você pode começar mais rápido. Aqui estão alguns modelos que ajudarão você a focar seus esforços de transformação digital:

Alinhar um scorecard adicional com um scorecard geral é tão fácil quanto copiar e colar um indicador/objetivo relevante entre dois scorecards. Temos um tutorial onde explicamos com mais detalhes.

Estratégia Como um Processo – Reuniões Estratégicas [Perspectiva Interna]

Três tipos de sessões estratégicas para seu time distribuído

Qual a diferença entre uma estratégia ruim e uma boa?

  • Uma estratégia ruim é um documento que é criado e então revisado apenas nas reuniões anuais.
  • Uma estratégia boa implica um processo repetitivo que começa com uma análise dos desafios e termina com um loop de aprendizado.

Estas reuniões estratégicas requerem certa disciplina e ferramentas de automação. No artigo anterior, compartilhamos nossa abordagem a reuniões estratégicas para um time distribuído.

Exemplos de Transformações Digitais Focadas na Experiência do Consumidor

Nesta parte, eu compartilho alguns casos de transformação digital. A ideia não é falar sobre algumas tecnologias impressionantes, mas dominar a habilidade de encontrar o alinhamento (quantificado por métricas) entre os esforços de transformação e resolver as necessidades do consumidor.[4]

Caso 1. Utilizar um Aplicativo de Smartphone para Otimizar a Interação com os Hóspedes – Bahia Principe

Bahia Principe é uma rede de resorts gerenciada e de propriedade do grupo Piñero, da Espanha. Seu aplicativo de smartphone acelera o tempo de check-in de forma significativa – os hóspedes podem subir fotos dos seus passaportes e o sistema reconhece os dados necessários; uma vez que estão no hotel, apenas a verificação legal dos hóspedes é necessária e leva menos de um minuto. O aplicativo também gerencia as reservas nos restaurantes do hotel – menos stress para os hóspedes e menos coisas com as quais o serviço de concierge deve lidar.

Possível métrica:

  • Métrica de resultado: Tempo de check-in, minutos.
  • Métrica de resultado: O número médio de interações hóspede-concierge.

Caso 2. Superando as Barreiras da Assistente de Voz – Zoe da MSC Cruceros

Outro exemplo é a empresa suíça-italiana MSC Cruceros e sua assistente de voz chamada Zoe. A tecnologia é nova e ainda há certas barreiras a superar. A primeira implementação (que eu experimentei em dezembro de 2019) foi longe de ser perfeita. A assistente de voz era um dispositivo físico que ocupava um espaço valioso na mesa da cabine e não era fácil de usar, mesmo para uma pessoa com experiência em TI.

O lado bom é que a MSC Cruceros iniciou sua transformação digital antes do COVID-19, então eles estavam um passo à frente da concorrência, que teve que investir em ferramentas digitais como parte da estratégia de resposta ao COVID de uma forma mais urgente.

As possíveis métricas para seu gerenciamento:

  • Tendência: Número de funções-chave que podem ser automatizadas por meio de assistente de voz
  • Tendência: Potencial diminuição de custos ao servir hóspedes por meio da assistente, $ (para justificar desenvolvimento futuro)
  • Resultado: % de hóspedes que descobriram a função chave de uma assistente digital (ex: a utilizaram além das tentativas básicas, só por curiosidade)

Caso 3. Transformação vs. Construir do Zero – Fintech

Antes, discutimos como as fintechs estão conquistando os clientes dos bancos clássicos.

Embora os bancos clássicos precisem pensar no contexto da transformação digital, as startups de fintech constroem a plataforma digital necessária do início.

  • Como é na prática?

Eu vivenciei isto utilizando um cartão emitido por uma empresa de fintech baseada em Londres, Wise, durante nossa última viagem à República Dominicana. O serviço proporcionou taxas de câmbio competitivas para pagar em peso dominicano e para saques em caixas eletrônicos. O aplicativo, a recarga de saldo, até mesmo um pedido de ressarcimento, estavam a apenas alguns cliques. A experiência do consumidor foi excelente!

Neste caso, a percepção do cliente do serviço pode ser quantificada por:

  • Tendência: Transparência de preço, %
  • Resultado: Contenção de custos, $

Estas são exatamente as métricas que o serviço promove para seus clientes via app e e-mails enviados após a transação.

Compare isto à experiência com os cartões de alguns bancos espanhóis clássicos que simplesmente não funcionaram ou cobraram grandes comissões para pagamentos não-europeus…

Caso 4. Transformação do Canal de Comunicação – Laboratório de Análise Clínica

Em alguns casos, a transformação digital se trata dos canais de comunicação utilizados.

Para pegar um avião de volta para casa em janeiro de 2022, eu tive que fazer um teste PCR. Foi interessante ver como os laboratórios locais lidaram com a transformação digital.

Sem transformação digital
Um laboratório renomado não fez isto muito bem. Eles ofereceram resultados rápidos (até 18 horas), mas o agendamento só podia ser feito pelo telefone, que estava sempre ocupado.
Digital, mas sem alinhamento com as necessidades do cliente
Hotéis ofereceram resultados em 24-48 horas (não funcionaria para o meu voo). Havia a possibilidade de marcar um horário via smartphone para uma data e hora específicas, mas eles avisaram que o tempo de espera poderia ser de 1 hora.
Otimizado para digital
A oferta de um laboratório móvel foi algo diferente. A comunicação era via WhatsApp; para fazer o teste, eles vieram diretamente ao quarto do hotel e aceitaram pagamento por cartão. Eles tinham poucos laboratórios físicos no país, seu foco era em times móveis.

Quais seriam as possíveis métricas para utilizar nestes casos?

  • Uma métrica comum: taxa de conversão de ligação para agendamento, %.
  • Para o hotel: % de viajantes que fizeram teste em outro lugar.
  • O laboratório móvel poderia monitorar a % de pessoas que não compareceram, e se este número for alto, poderiam considerar implementar o pagamento online. Uma métrica geral de número de problemas recorrentes e outra de qualidade também ajudariam a encontrar os pontos fracos do serviço.

Caso 5. Estratégia É Escolher O Que Não Fazer – Nosso Caso

Como Michael Porter disse – “a essência da estratégia é escolher o que não fazer”. A estratégia de transformação digital não é uma exceção. Por exemplo, no BSC Designer, escolhemos não implementar um chatbot alimentado por IA em nosso site.

Não estava claro se um chatbot de IA realmente ajudaria nossos clientes, então decidimos experimentar sua melhor versão possível – um chat ao vivo com uma pessoa real. Utilizamos a excelente plataforma JivoChat para este experimento e isto nos ajudou a ter uma ideia do que nossos usuários estão buscando.

Resumindo, nos pareceu que a maior parte de nosso público-alvo precisava de orientações rápidas para o software, como por exemplo, ajuda para começar com um scorecard e ajustar alguns KPIs. O operador humano pôde resolver tais problemas, mas não foi algo para o qual uma rede neural poderia ser treinada. O experimento nos ajudou a melhorar o software e também pareceu que alguns tutoriais em vídeo pré-gravados funcionaram melhor que um chat ao vivo.

Não implementamos um chatbot alimentado por IA em nosso site; em vez disto, encontramos uma forma ainda melhor para resolver os desafios dos nossos usuários.

As métricas que estamos vendo neste caso são:

  • Tempo para resolver o desafio do cliente, horas
  • % de clientes que utilizaram o self-service – comparamos um número de certos tipos de perguntas antes e depois de implementar os tutoriais

Caso 6. A Transformação Digital Deve Reduzir a Complexidade para os Clientes

Como alguém que adotou uma plataforma para contratar freelancers cedo, eu a vi mudar de um produto minimalista para um serviço bem desenvolvido. Infelizmente, sua última versão está cheia de recursos “digitais”:

  • Janelas pop-up irritantes
  • Longos formulários de feedback
  • Botões para compartilhar nas redes sociais em toda a interface

Parece que eles estão indo na direção errada… mais recursos nem sempre significa uma melhor experiência do usuário.

Para detectar tais casos de forma precoce, tenha métricas de complexidade em seu scorecard. Você quer um exemplo de uma métrica de complexidade? Veja o caminho típico dos clientes e quantifique as interações necessárias.

Por exemplo, neste caso, a métrica de complexidade poderia ser tão simples quanto o número de cliques ou tempo necessário para fazer um novo pedido.

Complexidade é uma métrica complicada – depende dos stakeholders que estamos analisando. Nosso objetivo é diminuir a complexidade para os clientes (novos e existentes) ao otimizar processos e produto (removendo a complexidade) ou aumentando a complexidade interna.

Caso 7. Gap Analysis – Antes/Depois da Transformação Digital

Eu tenho duas linhas de Internet para diferentes localidades e queria fazer o upgrade para um plano melhor. Alguns anos atrás, foi necessária uma ligação de 15 minutos para fazer uma mudança parecida.

Eu vi o site do provedor do serviço de internet, que estava orgulhosamente oferecendo uma forma digital (chat no WhatsApp) para contatá-los. A solicitação de mudança foi formulada com todos os detalhes necessários. A resposta foi rápida, o operador confirmou algumas coisas e insistiu que uma visita gratuita de um especialista era necessária. Isto não foi uma coisa boa durante o Covid-19. Trocamos mais algumas mensagens, mas parecia que não havia outra opção para evitar a visita… Quando o especialista da internet veio, ele não sabia o que deveria fazer, já que não havia necessidade de uma visita… Este foi só o início da história, mas deixe-me pular para o fim:

Uma simples operação que precisou de uma ligação de 15 minutos antes agora levou 2 visitas de especialistas, 3 ligações da empresa de internet e 4 conversas no WhatsApp.

Em alguns dias, eu recebi um e-mail com uma única pergunta: “Quão satisfeito você está com o serviço de Internet que você recentemente contratou?” Você está de brincadeira? Eu vou dar 5 estrelas porque estou completamente satisfeito por finalmente ter uma internet mais rápida!

Vamos olhar para este caso de uma perspectiva de negócio:

  • Pesquisas de satisfação são uma boa forma de saber o que os clientes estão pensando, mas precisam ser feitas da forma correta
  • A métrica % de problemas recorrentes é obrigatória para um scorecard de serviço ao consumidor
  • Gap analysis da performance antes/depois da transformação seria a forma mais simples de detectar as falhas da transformação digital

Resumo Executivo

Uma transformação digital bem-sucedida deveria dar prioridade às necessidades do cliente, não à tecnologia. Discutimos como um modelo clássico de Balanced Scorecard K&N ajuda a formular e implementar uma estratégia de transformação.

Para preparar seu time para a jornada de transformação:

  • Implemente a cultura de decisões baseadas em dados
  • Encontre suas métricas de engajamento do usuário e complexidade de produto
  • Detecte novos desafios e tecnologias emergentes com a análise de PESTEL regular

Comece a transformação digital com as ferramentas apropriadas para sua estratégia:

  • Ter muitos KPIs em um software de planilhas funciona apenas na fase de prototipagem
  • Estratégia é um processo repetitivo – utilize ferramentas de automação para apoiar suas reuniões estratégicas regulares
  • Experimente nosso software BSC Designer para a automação do seu processo de planejamento estratégico

Descreva e implemente a estratégia de transformação digital:

  • Converta insights em estratégia utilizando o modelo do Balanced Scorecard
  • Crie scorecards estratégicos para cibersegurança, presença nas redes sociais, trabalho remoto etc. – utilize outros modelos disponíveis no BSC Designer para começar mais rápido
  • Alinhe objetivos de alto nível de scorecards específicos com uma estratégia de transformação geral
O que se segue?

  • Modelos de acesso. Registe-se com um plano grátis na BSC Designer para ter acesso imediato a 31 modelos de scorecards, incluindo o Scorecard de Transformação Digital discutido neste artigo.
  • Competências Chave. Veja gratuitamente o tutorial em vídeo para a Balanced Scorecard. Domine as suas competências de planeamento e execução de estratégias com a formação Execução Estratégica.
  • Automatizar. Aprenda o que o software Balanced Scorecard é e como pode facilitar a sua vida, automatizando a execução de estratégias, KPIs e mapas de estratégia.

Mais exemplos do Balanced Scorecard

8 PASSOS Para Criar um Mapa de Estratégia do BSC Designer

Referência

  1. ^Unlocking success in digital transformations,” McKinsey & Company, 2018
  2. ^Comparação de Modelos de Planejamento Estratégico,” Aleksey Savkin, BSC Designer, 2020
  3. ^ How do you measure success in digital? Five metrics for CEOs, Matt Fitzpatrick and Kurt Strovink, McKinsey & Company, 2021
  4. ^Digital Transformation Is Not About Technology,” Behnam Tabrizi, Ed Lam, Kirk Girard, Vernon Irvin, Harvard Business Review, 2019
Citação: Aleksey Savkín, "Estratégia de Transformação Digital – Um Exemplo com Mapa Estratégico e KPIs", BSC Designer, março 5, 2022, https://bscdesigner.com/pt/estrategia-de-transformacao-digital.htm.